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quarta-feira, 18 de março de 2015

Distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem: qual a diferença?


Com um aumento no acesso às informações, cada vez mais a utilização dos termos distúrbios, transtornos, e dificuldades e problemas de aprendizagem tem sido usados de forma aleatória, tanto na literatura como na prática (não só na escola como na clínica). Por isso, neste texto será apresentada a diferença de cada uma, com um enfoque nas aprendizagens.

Distúrbios → geralmente é mais utilizado no ponto de vista comportamental, pois está vinculado ao aluno, implicando especificamente a parte neurológica, ou seja, há uma disfunção do sistema nervoso central que acomete o aluno em nível individual e orgânico.  Assim, é uma abordagem remediativa. Desse modo, esse termo é usado quando há alterações intrínseca à criança com alterações manifestadas, sobretudo na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas.

Transtorno de aprendizagem → este termo é utilizado para designar um conjunto de sintomas ou comportamentos em que há interferência com as funções pessoais. Esse conjunto deve ser observado necessariamente na infância e deve haver um comprometimento ou atraso no desenvolvimento de funções relacionadas à maturação biológica do sistema nervoso central, tais como linguagem, habilidades visuoespaciais e/ou coordenação motora.  Na maioria dos casos, a etiologia é desconhecida, podendo dificultar o diagnóstico por não haver uma causa definida. A hipótese mais conhecida é a existência da predominância de fatores biológicos que interferem na aprendizagem da criança, como por exemplo, desnutrição, sono, etc.

Dificuldades ou problemas de aprendizagem → Termo mais utilizado em uma abordagem construtivista, este grupo também engloba crianças que apresentam baixo rendimento escolar em decorrência de fatores ambientais, ou seja, devido a fatores isolados externos à criança, sendo então, psicopedagógicos ou socioculturais. Estes podem ser desinteresse em aprender, perturbação emocional, ensino não eficiente ou outras condições desfavoráveis.

 

Por: Marcelli de Freitas - Psicóloga / Psicopedagoga – CRP: 06/117371

 



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