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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dietas pobres em carboidratos


As dietas pobres em carboidratos estão cada vez mais populares e atualmente possuem vários nomes como: Dieta Dukan entre outras. Você deve conhecer alguém que já testou alguma dessas dietas que reduz a quantidade de carboidratos. Mas a pergunta que fazemos é: ela realmente funciona? Quais são, em longo prazo, as consequências dessas dietas pobres em carboidratos na nossa saúde?

O conceito por trás das dietas pobres em carboidratos é que os carboidratos contidos nos alimentos estimulam a produção de insulina, o hormônio que ajuda no transporte da glicose até as células, onde é usada como energia. A glicose não utilizada pelo organismo é armazenada sob a forma de gordura. Então substituindo os alimentos ricos em carboidratos por alimentos ricos em proteína, que ao contrário dos carboidratos não causam o mesmo aumento dos níveis de insulina, promoveria o uso da gordura armazenada como energia, resultando na perda de peso.

Porém engana-se quem pensa que essa é a melhor solução para emagrecer. A ausência desse carboidrato faz com que o corpo utilize as proteínas como fontes de energia e um pequeno percentual de gordura, o que pode aumentar o risco da pessoa desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes. Essa dieta somente com proteínas pode favorecer a perda rápida de peso de forma enganosa, pois pode utilizar a proteína muscular diminuindo percentual de massa magra, pesa-se menos, porém não significa ter perdido gordura corporal adequadamente causando, em longo prazo a recuperação ou aumento desse peso anterior.

Além da perda massa muscular a pessoa pode ganhar flacidez e aumentar o percentual de gordura corporal, tornando-se o que chamamos em termos comuns falsos magros. Esse tipo de dieta também pode causar problemas na pele, capilar, estomacais e até intestinais. Os carboidratos também são fontes de fibras a falta delas pode prejudicar o funcionamento intestinal dos indivíduos causando prisões de ventre ou ressecamento.

É importante também saber que após o organismo utilizar a gordura do corpo para obter energia, substâncias chamadas cetonas são liberadas na corrente sanguínea, que exigem maior ingestão de líquidos para serem eliminadas pelos rins. O fígado começa a trabalhar mais por sentir falta de glicose. Todo esse processo induz a perda de peso rápida, o que não tem haver com percentual de gordura. E esse acúmulo de cetonas do sangue não é um estado normal do corpo podendo resultar em náuseas, desidratação, tontura, cansaço e mau hálito.

 Com isso quem sonha em perder alguns quilinhos e ficar com o corpo em forma deve ficar atento à alimentação: não adianta apenas cortar os carboidratos do prato. Para emagrecer é preciso se alimentar bem e em toda a dieta devemos ter carboidratos, proteínas, frutas, verduras e legumes. Por isso para realizar uma dieta correta sem perigos a sua saúde procure um profissional especializado na área da nutrição para te auxiliar.

 

Por: Dra. Karoline Garcia Bezerra de Carvalho – Nutricionista CRN: 41367/P



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